Entrevista de INRI CRISTO ao Mundo Símio – Partes 7 e 8 (final)

07.07.04

NOTA DE ESCLARECIMENTO – FIM DA ENTREVISTA.

Por pura coincidência, tivemos a honra de encontrar nos dias que correm 2 dos nossos 5 leitores.

Chamou-nos a atenção o fato de que esses 2, embora tivessem apreciado a doutrina do Mestre INRI, achavam que a reportagem sobre o Messias de Curitiba nada mais era do que uma boa montagem de fotos acrescida de um ou outro texto catado aqui ou acolá.

Por isso, em nome da verdade – por mais trágica que ela seja -, somos obrigados a esclarecer: a entrevista com o INRI foi tão real quanto o Celso Pitta ter ganho as eleições pra prefeito. Aquilo aconteceu mesmo.

Além disso, vamos convir numa coisa: é impossível alguém imitar a inigualável voz do Mestre – principalmente saudando os integrantes do Mundo Símio.

Dito isso, comunicamos aos nossos 5 leitores que, amanhã, publicaremos a parte final dessa série, com fotos e revelações inéditas.

Será difícil encontrar alguém à altura do INRI pra entrevistar. O Mundo Símio, porém, jamais se desespera: já estamos em avançadas negociações com o renomado psicólogo Fernando Bananeira, o qual, inspirado pelo conselho de nosso sábio leitor Doutor Peixoto, se propôs a construir uma máquina capaz de interligar o sistema neuronial de duas pessoas – em verdade, dois pedaços de borracha, presos na cabeça de cada qual e unidos por um fio de arame. Já que o Sinhô Diabo só se comunica pelo sistema neuronial, nada mais natural do que usar esse aparelho (ainda em estado de testes) para falar com ele.

Agora só falta encontrar o Tinhoso. Se alguém souber dele – ou, pelo menos, de alguém que se apresente como tal -, estamos aceitando sugestões. Depois de ouvir o Filho de Deus, queremos ouvir o outro lado, o Cão. Afinal, sempre fomos democráticos, ainda mais em assuntos cósmicos. Mas, antes da entrevista diabólica, amanhã teremos um pouco mais de INRI – se o Canhoto não sacanear com o nosso sistema neuronial.

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O Capeta falou no sistema neuronial do Corisco

08.07.04

ENTREVISTA COM INRI CRISTO – FINAL

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Após ouvir em confissão os pecados que os editores do Mundo Símio já cometeram nesta vida, o INRI desesperou-se, e pediu aos céus perdão para essas almas irremissivelmente perdidas

Ao final da entrevista, o INRI respondeu a questões mais prosaicas, como o que ele gosta de assistir na televisão, que livro está lendo, que som ele curte etc.

O Mestre revelou-nos então que assiste basicamente aos telejornais de maior abrangência e melhor conteúdo. Disse ainda ser fã do Arnaldo Jabor, que acha um “livre-pensador” muito sagaz, apesar de não se lembrar do título do livro dele que estava lendo no momento.

O INRI ainda se mostrou um exímio jogador de bilboquê, como se vê na foto aí de baixo, fazendo inveja a estes repórteres, que quando muito só conseguem macerar a própria mão com a bola de pau desse bonito jogo infantil.

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O INRI não erra uma

Mas os dotes lúdicos do Filho de Deus não param por aí: o INRI, denotando verdadeira paixão por tal esporte, convidou-nos para uma boa sinuca da próxima vez que o visitarmos (ouçam esse convite clicando no link lá em cima). Disse que joga pra ganhar, e que “esnuca” mesmo o adversário, que tem que ser bom, senão não tem graça.

Só esperamos que o Mestre não jogue a dinheiro, porque ganhar de Jesus na sinuca não deve ser mole. E tomara que ele não proíba uma jurubeba para acompanhar a partida e azeitar a conversa. Essa sinuca promete.

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Um dos momentos em que o Mestre perdeu a paciência com a falta de cultura dos nossos repórteres.

Mas o mais surpreendente de tudo foi saber que o INRI curte mesmo é um bom samba de malandro, além da música clássica que normalmente o enleva e acalma.

O Mestre, cheio de solicitude, ordenou a uma discípula que pusesse o disco da cantora Carmen Costa para que estes repórteres ouvissem o seu som preferido, que ela canta com magnífica voz, e que se intitula “Tem Bobo pra Tudo”. A letra é mesmo sensacional, e reconhece essa verdade universal: tem sempre bobo pra tudo. Aí vai uma palhinha da letra:

“Quem não sabe tocar violão, nem pistom, toca surdo.
Sempre agrada porque nesse mundo tem bobo pra tudo.

Camelô na conversa ele vende algodão por veludo.
Não tem bronca porque nesse mundo tem bobo pra tudo.

A mulher que é bonita consegue o que quer, não me iludo.
E concordo porque nesse mundo tem bobo pra tudo.

Todo mal do sabido é pensar que não é enganado.
Quantas vezes também como bobo já fui apontado.

Tem alguém que é bobo de alguém, apesar do estudo.
Está provado porque nesse mundo tem bobo pra tudo.”

(“Tem bobo pra tudo” – de Manoel Brigadeiro e João Corrêa, 1952)

Jesus, sinuca, jurubeba e samba: essa balada promete!

Chega ao fim a entrevista com o INRI, a quem sinceramente desejamos que o Pai lhe guarde em boa saúde, curado da pesada gripe que o afligia. Nos próximos dias, mais textos doidos de nossa lavra, e, muito provavelmente, nova entrevista bombástica. Obrigado aos nossos 05 (cinco) leitores pela habitual paciência.

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