O mistério do nome INRI

Desde criança INRI obedece a uma única voz, forte e imperiosa, que lhe fala no interior da cabeça, mas até o jejum desconhecia quem era esse Ser poderoso, essa força sobrenatural que o comandava (“Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo… e vos anunciará o que há de vir” – João c.16 v.13). Só sentia que tinha de obedecer, e nas vezes que titubeava, não obedecia incontinenti, era acometido de uma dor lancinante na cabeça. INRI não tinha consciência de sua identidade e condição, cumprindo o que está previsto nas Sagradas Escrituras com relação ao seu retorno (“…Virei a ti como um ladrão e não saberás a que hora virei a ti” – Apocalipse c.3 v.3).

Desde que se desvencilhara dos cadeados do raciocínio (dogmas) impostos pelas religiões, tornou-se ateu. Nesta condição iniciou a vida pública em 1969. Vivia como profeta de um Deus desconhecido e atrelava seu discurso ao Cosmos, a quem chamava de Pai. Naquela época, o mundo havia assistido à primeira viagem do homem ao espaço sideral, protagonizada pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin durante o governo de Nikita Khrushchev. Ambos eram ateus ideológicos. Quando Yuri Gagarin voltou do espaço, diz-se que foi indagado por Nikita se havia encontrado Deus, ocasião em que pronunciou a notória frase: “Olhei para todos os lados, mas não vi nenhum Deus”.

Ao iniciar a vida pública, a poderosa, transcendente voz que comanda INRI desde a infância, ordenou que ele assumisse o nome Iuri com a missão de decifrar o enigma do Cosmos e descobrir o DEUS verdadeiro, que transcende a esfera das religiões inventadas por homens. De 1969 a 1979, com o nome Iuri, viveu como profeta, consultor metafísico; intervinha no destino de seus semelhantes usando o dom da vidência que lhe é inerente desde a infância.

Em 1971, quando pela primeira vez falou na TV Morena, canal 6 de Campo Grande – MS, o diretor Elias Zahran disse que era necessário agregar um sobrenome, e sugeriu Nostradamus. Obediente à voz interna, INRI respondeu-lhe: “Então, que seja ‘de’ Nostradamus”. A partir daí ficou conhecido como Iuri de Nostradamus e assim era apresentado pela mídia brasileira aos finais de ano, profetizando sobre diversos assuntos relacionados ao porvir.

“Nostradamus” era uma alusão ao médico francês da Renascença que ficou conhecido por sua extraordinária vidência e por haver pronunciado a notória frase: “Ninguém pode ver o futuro se não lhe for cedido por Deus”. Do latim, Noster Domina, na tradução em francês, Notredame, significa “nossa Senhora”, condição atribuída pelo Cristianismo à mulher que gerou Cristo há dois mil anos.

Somente em setembro de 1979, quando conduzido ao jejum em Santiago do Chile, a voz poderosa se revelou e revelou o enigma do seu nome: “Eu sou o DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacob. Eu sou teu SENHOR e DEUS, e tu és meu Primogênito, o mesmo CRISTO que crucificaram. Em teu nome está o mistério de tua identidade. Teu nome é Inri e não Iuri; a segunda letra está em sentido contrário: u#n. INRI é o nome que pagaste com teu sangue na cruz. É o teu novo nome”.

Foi então que INRI tomou consciência de sua condição e de seu novo nome. Todavia, o SENHOR disse que ele ainda não deveria revelar a ninguém sua identidade, salvo aqueles a quem Ele revelasse diretamente. E só poderia torná-lo público quando um jornal, como se por equívoco fosse, escrevesse o seu nome corretamente.

Após o jejum em Santiago do Chile, INRI foi levado pelo ancião Alamiro Tápia, livre-pensador, estudioso de assuntos místicos e esotéricos, a convalescer no Instituto Villa Sana. Foi a primeira pessoa que descobriu o mistério de seu nome e até reconheceu-o pela voz ao ouvi-lo na rádio Portales. Foi ele quem adquiriu o tecido de linho puro para a feitura da primeira túnica. Alamiro Tápia visitou-o no referido instituto, ocasião em que disse, inspirado: “Maestro, hay un misterio en tu nombre. Tu nombre no es Iuri, pero Inri. La segunda letra está invertida”. Impressionante para INRI foi ouvir essa inesperada declaração de Alamiro, que recebeu de DEUS tal revelação.

E como se não bastasse, também veio à sua presença uma anciã esoterista dizendo-lhe: “Maestro, tu eres INRI”. Mostrou-lhe no livro ‘Yug, Yoga, Yoguismo’, escrito por Serge Reynaud de la Ferrière, a referência ao nome INRI e a citação do Apocalipse c.3 v.12: “Ao que vencer… escreverei sobre ele o nome do meu DEUS, e o nome da cidade do meu DEUS, a Nova Jerusalém… e também o meu novo nome”.

INRI continuou peregrinando pela América Latina trajando sua antiga e inseparável indumentária, a túnica, todavia ainda apresentando-se como Iuri. Quando chegou ao México em 1980, para se cumprir o que o SENHOR lhe dissera no jejum, o Jornal Ovaciones publicou na primeira página: “INRI, el Cristo, habla al pueblo y cura a los enfermos en el Quiosco de la Alameda”.

Deste dia em diante, INRI passou a declinar publicamente seu nome e sentiu com veemência o cumprimento do que seu PAI lhe dissera sobre a reprovação. Foi odiado e rejeitado por muitos, amado e reconhecido por poucos. Do México almejava continuar sua peregrinação nos Estados Unidos. Todavia, banido, apenas passou pelo aeroporto de Miami e de lá seguiu para a Espanha.

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Além do jornal Ovaciones (cujo registro infelizmente não se preservou),  o jornal El Sol de México também noticiou a passagem de INRI, a quem chamou “moderno profeta”, cujo registro se encontra nos arquivos da SOUST.

Hospedado pelo médico naturista Gilberto Camacho, INRI fez um jejum de vários dias em Teotihuacán, também chamada “Cidade dos Deuses”, antiga morada da civilização maia, localizada a 50 km da Cidade do México. Nesse lugar lhe foi revelado o significado de ingerir predominantemente vegetais crus e compreendeu a importância dos banhos frios para a saúde.

Fonte: livro DESPERTADOR EXPLOSIVO – Volume 1.

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