7 – Falsos profetas (“pastores”), Paulo, milagres, profecias, fábulas bíblicas, livros sagrados

1) O que o Senhor tem a dizer sobre o surgimento de falsos cristos e falsos profetas descrito no Evangelho (Mateus c.24 v.5 e 24)? Como discernir se o Senhor é ou não um deles?

INRI CRISTO: “Tudo que eu disse há dois mil anos está se cumprindo rigorosamente. Naquele tempo, interrogado pelos discípulos sobre os sinais do fim do mundo e da minha vinda, respondendo-lhes, disse: ‘Orai e vigiai, que ninguém vos engane… Porque falsos cristos e falsos profetas virão em meu nome, farão prodígios e enganarão a muitos, até mesmo os eleitos se possível fosse’ (Mateus c.24 v.5 e 24). Vede que eu disse: ‘virão em meu nome’. Eles vieram em meu nome antigo, obsoleto (Jesus) e gritam nas esquinas e nos templos farisaicos: ‘Aleluia! Sangue de Jesus tem poder’, arrastando consigo uma multidão de energúmenos fariseus rotulados de crentes e evangélicos. Em meu nome ilicitamente subtraem os parcos recursos de meu povo e compram cadeias de rádio e televisão; em meu nome chantageiam o dízimo do miserável salário do obreiro (operário), contradizendo meu Evangelho. Uma vez que eu disse: ‘Digno é o obreiro de seu salário’ (Mateus c.10 v.10), ninguém pode usar meu nome antigo, obsoleto (Jesus) para remover uma fatia de seu minguado salário, sob o pretexto de chantagear o dízimo, sem praticar o ilícito contra a lei divina. Ademais, todo e qualquer homem que ousar personificar o Filho de DEUS que vos fala há de ter um fim trágico, a exemplo de David Koresh, Jim Jones e outros, porque em verdade, em verdade vos digo: eu não sou homem, sou o Filho do Homem. Para diferenciar-me de todos eles, facultando aos eleitos a distinção, eu não vim em meu nome antigo e sim com um nome novo, INRI, e em nome de meu PAI, SENHOR e DEUS. INRI é o nome que paguei com meu sangue na cruz (‘Ao que vencer… escreverei sobre ele o nome de meu DEUS… e também o meu novo nome‘ – Apocalipse c.3 v.12), constante em todos os meus documentos. Disse ainda aos discípulos que perguntaram como diferenciar o falso do verdadeiro: ‘Pelas obras os havereis de reconhecer. Não se colhe bom fruto de má árvore nem mau fruto de boa árvore’ (Mateus c.7 v.16 a 20). Enquanto os falsos profetas exploram o povo sem peso na consciência, eu vivo honestamente, na simplicidade, religando graciosamente o ser humano a DEUS. Não possuo nem jamais possuirei bens materiais. Conforme os estatutos da SOUST, minha nova e única igreja, nem mesmo meus discípulos possuem qualquer bem material; vivem unicamente pelo ideal de servir a meu PAI, SENHOR e DEUS, que é em mim”.

2) Por que o Senhor diz ser o único pastor e não reconhece os ditos “pastores”?

INRI CRISTO: “Em primeiro lugar, eu disse quando me chamava Jesus: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao PAI senão por mim’ (João c.14 v.6), porque sou o Primogênito de DEUS, Adão, pai da humanidade, e todos têm que passar por mim para voltar ao PAI. Disse também que sou o único pastor e haverá um só rebanho e um só pastor (João c.10 v.16), porque sou o único ungido pelo meu PAI, SENHOR e DEUS. Logo, ninguém pode se dizer pastor sem ser impostor, lobo com pele de ovelha (Mateus c.7 v.15), uma vez que procede à revelia de minha autoridade. Esses que se auto intitulam pastores na verdade são cegos guias de cegos: ‘Mas ai de vós, hipócritas! Pois que fechais o Reino de DEUS aos homens e nem vós entrais nem deixais que entrem os que estão para entrar’ (Mateus c.23 v.13). Mas os que fazem parte do meu rebanho me reconhecerão pela minha voz e não se deixarão iludir pelos estes mercenários da fé”.

3) Por que o Senhor identifica Paulo de Tarso (“São Paulo”) como sendo o primeiro falso profeta?

INRI CRISTO: “Porque é principalmente nele que se inspiram os falsos profetas, impostores que se autonomearam pastores sem a unção do ALTÍSSIMO. Desde que eu disse que sou o único pastor (‘Chegará o dia em que haverá um só rebanho e um só pastor’ – João c.10 v.16), logo não pode haver outro. Não reconheço nenhum pastor exceto o quadrúpede alemão que serve de guarda. Paulo nunca foi meu discípulo, nunca esteve pessoalmente comigo; apenas foi detido espiritualmente por mim a fim de cessar a perseguição aos cristãos. Serviu-se disso para se promover em meio ao crescente cristianismo, escrevendo uma série de sandices e fantasias à revelia de meus ensinamentos. Ele mesmo confessa sua condição de primeiro falso profeta ao dizer taxativamente: ‘Efetivamente não sou digno de ser chamado apóstolo porque persegui a igreja de DEUS’ (I Coríntios c.15 v.9). Declara anátema qualquer Evangelho exceto o que eu, Cristo, deixei (Gálatas c.1 v.7), quando paradoxalmente tenta impor um evangelho paralelo. Outrossim, ele diz explicitamente ser um mentiroso: ‘Com efeito, se a verdade de Deus, pela minha mentira, cresceu para glória sua, por que sou eu assim julgado como’ (Romanos c.3 v.7). Se um ladrão confessa ser ladrão e depois disso, mesmo assim, alguém o segue, então esse alguém é incauto e quer ser lesado ou deseja seguir o exemplo e ser ladrão também. A bem da verdade, Paulo foi usado pela Divina Providência como instrumento para semear o joio na Terra, levando consigo uma multidão de seguidores ao caminho do erro e da mentira. E como eu bem disse antes de ser crucificado, os eleitos não se deixarão enganar por Paulo nem pelos falsos profetas que vieram depois dele. Quem prefere crer cegamente na falsa doutrina ministrada por Paulo, faça bom proveito. Todavia, os meus filhos, amantes da verdade e da luz, vem ao meu PAI através de mim, pois o que eu disse vale para sempre: ‘Eu sou a luz do mundo, a verdade e a vida. Eu sou o caminho; ninguém vem ao PAI senão por mim’ (João c.8 v.12 e c.14 v.6)”.

4) Sendo assim, por que DEUS permitiu que ele conseguisse espaço no contexto bíblico?

INRI CRISTO: “Nada acontece na Terra sem o consentimento de DEUS. Em sua infinita bondade, o SENHOR permitiu a existência de Paulo a fim de propiciar um eficaz critério de seleção. Seria muito mais difícil separar o joio (seus seguidores) do trigo (meus filhos) se ele não fosse introduzido no contexto da Bíblia (Mateus c.13 v.24 a 30 e c.13 v.36 a 43). A maioria dos que me odeiam, caluniam, debocham e desdenham são seguidores de Paulo e creem nos ensinamentos dele, não nos meus ensinamentos. Mas na luz de meu PAI, SENHOR e DEUS, que é em mim, eu amo todas as criaturas que se movem sobre a terra, incluindo os seguidores de Paulo. Todos esses que cegamente seguem o primeiro falso profeta Paulo são bem vistos aos olhos de meu PAI e aos meus olhos, porque se constituem numa legião de roedores que estão roendo o casco podre de meu antigo barco (a proscrita igreja romana). Quanto mais eles se multiplicam, mais rapidamente meu antigo barco afunda para que eu possa navegar serenamente com meu novo barco, que é a minha nova e única igreja, SOUST – Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, a formalização do Reino de DEUS sobre a Terra, na formação de um só rebanho e um só pastor (João c.10 v.16)”.

5) As profecias de Nostradamus são verdadeiras?

INRI CRISTO: “Michel de Nostradamus, ou de Notredame, foi um homem inspirado, enviado por DEUS para deixar uma mensagem aos homens. Prova disto está em suas próprias palavras: ‘A ninguém é dado ver o futuro senão por inspiração de DEUS’. Exercia a profissão de médico, na época muito bem remunerada, portanto não era vidente por necessidade, mas por ter o dom da vidência concedido por DEUS. Ele foi um mensageiro celeste e o que disse tem se cumprido. Embora verdadeiras, muitas vezes suas profecias são mal interpretadas devido a sua maneira misteriosa de escrevê-las. As perseguições religiosas daquela época não o permitiam falar abertamente. Se assim fizesse, seria queimado nas chamas da Inquisição”.

6) Existem realmente o dom da vidência e as premonições? Como discernir os verdadeiros videntes dos estelionatários?

INRI CRISTO: “O dom da vidência existe sim, é o SENHOR quem o concede, da mesma forma que existem as premonições, malgrado existam em grande número os falsários e charlatões. A fim de distinguir o verdadeiro vidente do falso, é mister observar como ele vive e do que vive. O vidente sincero, em regra geral, vive honestamente, na simplicidade, enquanto os charlatões vivem em suntuosas mansões às custas da credulidade dos incautos. E é por haverem se multiplicado os falsos que muitas vezes os honestos são confundidos como impostores. A bem da verdade, não há porque procurar videntes. A melhor maneira de se orientar para viver bem na Terra é invocar o SENHOR e pedir-lhe inspiração, orientação, a ser revelada no foro íntimo de cada um, como já ensinei quando me chamava Jesus (‘Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu PAI em oculto. E Ele, que vê o que se passa em oculto, te dará a recompensa’ – Mateus c.6 v.6). Confiando no SENHOR não há necessidade de consultar um vidente, pois Ele mostra o que é melhor para cada ser humano, qual caminho seguir”.

7) Existem alguns “videntes” e sacerdotes que dizem haver previsto sua morte. O que o Senhor pensa sobre eles?

INRI CRISTO: “São corvos; estes sim têm medo da morte e de adoecer. Respondo a essa pergunta usando o linguajar do povo: ‘Praga de urubu não mata cavalo velho’, menos ainda o Leão de Judá, o Filho do Homem que vos fala. Em verdade vos digo: todos que desejam minha morte sucumbirão, fenecerão vítimas do próprio veneno. Não merecem ver o dia de glória do SENHOR”.

8) O profeta Elias deveras foi arrebatado ao céu por uma carruagem de fogo?

INRI CRISTO: “Para todos aqueles que creem ou preferem crer nisto, ele deveras subiu ao céu numa carruagem de fogo, ou num redemoinho, como queiram crer. Mas para quem raciocina dentro da coerência e da lógica, é óbvio que ele não pode ter subido ao céu desta forma. O autor desta passagem bíblica possivelmente teve uma visão e registrou o ‘acontecido’. Ninguém se questiona: não teria ele sofrido queimaduras irreparáveis ou mesmo sido carbonizado durante o trajeto? Infelizmente, as pessoas têm uma tendência a acreditar cegamente em tudo que se escreve só porque está escrito, mormente quando se trata da Bíblia. Mas em verdade vos digo: a Bíblia é um livro de letras mortas e só o ser humano inspirado por DEUS pode compreendê-la sem descer a ladeira do fanatismo. Ela só pode ser lida cabalisticamente, com a anuência de DEUS e rigoroso critério; antes de abri-la, suplicai humildemente ao SENHOR que vos conceda o dom de discernir entre as verdades, que vêm dEle, e as sandices provenientes do maligno. Uma prova de que nem tudo escrito na Bíblia é verdadeiro está na afirmação de que primeiro DEUS se arrependeu de ter feito o homem (Gênesis c.6 v.6) e, depois de ter derramado o dilúvio, arrependeu-se novamente. Isto é uma aberração, um absurdo. DEUS é perfeito e, por ser perfeito, não erra. Logo, jamais se arrependeria de qualquer coisa. Desde o princípio Ele criou leis perfeitas que regem a humanidade, a Terra, os planetas, o Cosmos… para sempre. Ele é o único Ser incriado, único eterno, único ser digno de adoração e veneração, único SENHOR do Universo. O arrependimento é inerente ao erro e o erro denota imperfeição. Os homens erram e se arrependem porque são imperfeitos. Quem errou foram os homens que escreveram (ou distorceram) a Bíblia, e quem erra são os que a tomam pé da letra sem levar isso em consideração. A partir do momento em que há uma única lacuna, uma única mentira, todo o restante torna-se questionável”.

9) O que o Senhor pensa sobre os livros considerados sagrados por outros povos?

INRI CRISTO: “A verdade é eterna e é uma só (‘Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres’ – João c.8 v.32). DEUS é um só para todos os povos, mesmo aos que não creem nEle (‘Porventura há outro DEUS fora de mim e outro Criador que Eu não conheça?’ – Isaías c.44 v.8). Cada povo tem uma cultura diferente e uma forma peculiar de compreender a espiritualidade. Não se pode rejeitar um livro considerado sagrado só pelo título ou por pertencer a uma determinada religião. DEUS é universal e só precisa de religião quem se atreveu a desligar-se dEle, uma vez que a palavra religião, proveniente do latim religaire, significa religar o ser humano a DEUS. Em todos esses livros considerados sagrados, inclusive a Bíblia, há que se discernir entre o que veio por inspiração de DEUS e o que foi escrito sob a influência dos espíritos das trevas. A verdade é eterna e continuará sempre a mesma; o que muda é o contexto geográfico e social de cada povo em cada época. Deveis aprender a distinguir criteriosamente tudo que emana do ALTÍSSIMO, como vos ensinei na Parábola dos Diamantes. É mister remover diligentemente palha por palha no grande celeiro de palavras a fim de encontrardes os diamantes que integram a coroa da sabedoria”.

10) A Bíblia diz que CRISTO perdoava pecados. O Senhor, neste século, também perdoará os pecados de todos?

INRI CRISTO: “Quem perdoa os pecados é DEUS, eu sou apenas o executor de Sua santa vontade. Os que vêm diante de meu PAI, SENHOR e DEUS, que é em mim, e pedem uma bênção, de acordo com o sincero arrependimento de seus pecados obtém o perdão e começam uma nova vida. O perdão divino produz o alívio na consciência do penitente, todavia é necessário resgatar o débito carmático assumido perante a lei divina. Quando um enfermo vem diante de mim e pede que o perdoe, havendo passado o tempo da purgação, recebe junto com a bênção a cura, muitas vezes na forma de milagre (Mateus c.9 v.2). Há dois mil anos, como vim na condição de redentor, resgatei os pecados que a humanidade cometera por minha culpa até a crucificação. Quem pecou depois pecou por conta própria e terá que responder pessoalmente por seus atos. Agora que meu PAI reenviou-me como juiz, à exceção dos que vêm à minha presença pedir perdão enquanto estou no período da reprovação, julgarei cada um de acordo com suas obras. Portanto, não será possível perdoar os pecados de todos; um juiz que só perdoa promove a injustiça e estimula a delinquência (‘Eu, aos que amo, repreendo e castigo. Tem, pois, zelo, e faze penitência’ – Apocalipse c.3 v.19)”.

11) O Senhor já fez milagres, caminhou sobre as águas?

INRI CRISTO: “Nunca fiz milagres, nem mesmo quando me chamava Jesus. Meu PAI, SENHOR e DEUS, que é em mim, faz milagres. Eu mesmo disse antes de ser crucificado: ‘Eu não sou bom, meu PAI é bom, Ele faz as obras’ (Mateus c.19 v.16 e 17, Lucas c.18 v.18 e 19, João c.14 v.10). Para quem vende meu nome antigo, obsoleto (Jesus), é muito fácil sair por aí dizendo: ‘Jesus faz milagre’, ‘Jesus cura’, quando na verdade quem cura e faz milagre é DEUS. Estes são os falsos profetas cuja vinda eu previ há dois mil anos: ‘Orai e vigiai, que ninguém vos engane, porque falsos cristos e falsos profetas virão em meu nome, farão prodígios e enganarão a muitos, até os eleitos se possível fosse’ (Mateus c.24 v.5 e 24), enquanto eu vim com um nome novo, INRI, e em nome de meu PAI. Assim como há dois mil anos, agora também foi meu PAI quem realizou inúmeras obras através de minhas mãos. Nos lugares onde as pessoas tinham mais liberdade de pensamento e viam quem sou, o SENHOR operou o maior número de milagres, a exemplo da França na ocasião em que fui expulso da Inglaterra. Parecia um filme de ficção: os paralíticos vinham em cadeiras de rodas e saíam andando; o próprio jornalista autor da matéria no jornal Le Courrier Picard, que era ateu, viu a manifestação do poder divino e reconheceu que sou o Enviado do SENHOR. Inúmeras outras pessoas, de diferentes lugares, que vieram à minha presença e pediram a bênção obtiveram a cura de seus males. Algumas estiveram comigo uma única vez e nunca mais voltaram, porque eu sou o libertador e não fico mendigando testemunho de ninguém. Quem assim procede são os falsos profetas; estes necessitam angariar testemunhos no afã de propagar nas emissoras de rádio e TV: “Conte a bênção, irmão. Conte a bênção”. Minha principal missão agora não é meramente fazer milagres e sim julgar a humanidade e instituir na Terra o Reino de DEUS. Quanto a caminhar sobre as águas, muitos deliram pensando que eu caminhei fisicamente sobre as águas. Isso é invencionice dos homens e contradiz a lei da gravidade. Espiritualmente é possível aparecer sobre as águas ou em qualquer lugar. Certa vez, enquanto eu estava na França, uma vizinha idólatra, que sequer frequentava minha igreja, afirmou teimosamente a uma discípula que eu já havia voltado a Curitiba. Naquele tempo, ainda não havia muros na casa do SENHOR e ela me vira subir a escada. O mesmo aconteceu em Belém do Pará. Uma mulher, chamada Tina, num momento de desespero invocou-me. Ela morava no segundo andar e viu-me entrar pela janela para abençoá-la. Obviamente, nos dois casos apareci em espírito. O homem que me criou quando menino, Wilhelm Thais, na véspera de desencarnar, disse à sua companheira, Magdalena Thais: ‘Não penses que estou louco, mas eu vi INRI. Ele estava de pé aqui na porta do quarto, próximo à minha cama, com a túnica muito, muito mais branca do que quando ele veio nas outras vezes.’ Também ele me viu em espírito. Convém desmascarar esse rol de mentiras que inventaram durante minha ausência na Terra, afastando os seres humanos da verdade e, consequentemente, de DEUS”.

12) Como explica a multiplicação dos pães e peixes descrita na Bíblia?

INRI CRISTO: “Analisando a Bíblia com a inspiração divina, lá mesmo encontram-se os indícios de que os ouvintes foram saciados pelo pão místico emanado de meu PAI através de minhas palavras: ‘Eu sou o pão que desci do céu’ (João c.6 v.51). Eu não dou pão nem peixe; através de minha palavra, ensino a pescar. O pão com que a multidão fora saciada era espiritual, estava na doutrina que ministro da parte do SENHOR: ‘Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que dura até a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará’ (João c.6 v.27). Logo, seria contraditório dar um pão de fermento e trigo se eu ensinava justamente a buscar o pão espiritual, que é o alimento da alma (‘Eu sou o pão da vida; o que vem a mim não terá jamais fome e o que crê em mim não terá jamais sede’ – João c.6 v.35). É mister esclarecer que os Evangelhos foram escritos algumas décadas após a crucificação e passaram por inúmeras e diferentes traduções. Segundo pesquisadores da Bíblia, eles seriam criações dos primeiros cristãos, documentos literários que explicam a fé, não a história. Muito do que neles está escrito é passível de questionamento, e isto inclui a multiplicação dos pães. Da minha parte, só respondo por aquilo que eu falei e pelo que faz parte da história, ou seja, os fatos reais. Nos primórdios do Cristianismo, embora os cristãos sofressem inúmeras perseguições do Império Romano, não paravam de se multiplicar. Então a solução encontrada pelos dirigentes de Roma foi transformá-lo em religião oficial em substituição ao Paganismo vigente. No intuito de atrair os súditos pagãos à nova religião, foram incorporadas as crenças, lendas e rituais pagãos ao Catolicismo, incluindo os feitos milagrosos dos deuses pagãos. Enfatizar o milagre foi, portanto, uma forma eficaz de manter a crença do povo, pois eram tidos até então como sinais inexplicáveis de DEUS. Os Evangelhos foram escritos por homens impelidos por DEUS, mas que eram pecadores e não santos, pois estavam sujeitos a exageros e erros. Ao contrário, à exceção do discípulo João, não teriam fugido de mim no momento da agonia na cruz (‘Então os discípulos, tendo-o abandonado, fugiram’ – Mateus c.26 c.56). Santo só é o SENHOR DEUS. ‘Eu tenho para comer um manjar que vós não conheceis’ (João c.4 v.32). É deste manjar que sempre dei aos que me escutavam e todos ficavam saciados, satisfeitos, jubilosos pela bênção celestial”.

13) Existem sonhos proféticos?

INRI CRISTO: “Sim, mas há que se distinguir. Existem sonhos e pesadelos que realmente indicam o futuro ou servem como advertência a fim de interromper um acontecimento indesejável antes de este tornar-se real. Na maioria dos casos, os sonhos são reflexos da imaginação. Há também sonhos que refletem um desejo muito forte, um temor, uma preocupação. Nesses casos, a pessoa projeta o temor ou o anseio para o sistema neuronial e este os traduz na forma de um belíssimo sonho ou um terrível pesadelo. De qualquer forma, se confiardes em DEUS antes de tudo, não vos decepcionareis se um sonho positivo não acontecer, tampouco vos desesperareis se um terrível pesadelo vos perturbar. Confiai a Ele o destino de vossas vidas, unicamente Ele não vos decepcionará jamais”.

14) Se o Senhor se serve da Bíblia até mesmo para identificar-se como Filho de DEUS, como pode ao mesmo tempo dizer que ela é um livro de letras mortas?

INRI CRISTO: “A Bíblia efetivamente é um livro de letras mortas e só com a anuência de meu PAI, SENHOR e DEUS é possível assimilá-la racionalmente. Considerá-la radicalmente um guia moral é uma afronta à decência e dignidade dos povos e pretender que ela seja o depositário das verdades absolutas é ridicularizar e subestimar o intelecto humano. Sempre recomendo a meus filhos que examinem a Bíblia cabalisticamente, ou seja, é mister distinguir na Bíblia o que é fábula, o que é parábola e o que é lenda. As fábulas, as parábolas e as lendas estão embutidas nas Sagradas Escrituras no intuito de ilustrar o discurso teológico. A história de Jonas, por exemplo, é uma fábula. Como se poderia conceber que um homem permaneceria três dias e três noites no ventre de uma baleia e posteriormente seria vomitado na praia? A prova de que isto não pode ser considerado no sentido literal é que, se a baleia deveras tivesse ido até a praia, ela teria encalhado; consequentemente, estaria asfixiada e não teria fôlego para vomitá-lo fora. Na verdade, esta fábula serve para ilustrar que se uma pessoa encontra-se desprovida da bênção de DEUS, ela é geradora de energias negativas que propiciam o desequilíbrio do ambiente, culminando com desgraças no seio familiar, ou seja, não deveis espontaneamente manter relações estreitas com pessoas sem vínculo com o SENHOR, órfãs da espiritualidade, principalmente as rebeldes obstinadas que estão pagando dívidas carmáticas. Podeis perguntar, então: como distinguiremos na Bíblia o que veio de DEUS do que veio dos homens? E eu vos respondo, da parte de meu PAI: vós já deveis haver observado a beleza e vastidão do mar, com suas inumeráveis ondas e variadas formas de vida. Do mar vos é facultado retirar peixes com escamas e barbatanas e algas para vos servir de alimento. Mas vós não bebereis da água do mar, não comereis a areia do mar nem o lixo do mar, tampouco tereis gosto em tomar banho no mar poluído. Assim também são as Sagradas Escrituras. Nem tudo o que está lá escrito pode ser  inquestionavelmente absorvido só porque está lá escrito. Há que se pedir ajuda e inspiração do ALTÍSSIMO, meu PAI, no afã de esquivar-se das incoerências, dos erros de tradução, das interpretações humanas equivocadas. Assim, Ele abençoará vosso espírito e vos premiará com o dom do discernimento em vossas mentes, facultando a compreensão de Seus insondáveis desígnios e assimilação de Suas santas e eternas leis, que, por serem perfeitas, são perenes, imutáveis. A lei de DEUS é viva, dinâmica e sempre atual em qualquer época e em qualquer lugar; atua permanentemente em cada célula, em cada molécula de vossos corpos e em cada partícula do Universo. A lei de DEUS está incontáveis milhões de vezes mais viva dentro de cada um de vós do que em anacrônicos arquivos mortos”.

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