16 – Medicina e saúde, doação de órgãos, origem e cura do câncer, células-tronco, clonagem, eutanásia, suicídio

1) Qual a sua opinião sobre a doação de órgãos?

INRI CRISTO: “Não é lícito doar algo que não nos pertence. Vosso corpo físico na verdade não é vosso; tão somente é um veículo concedido em franquia pelo bondoso PAI Celeste facultando-vos circular sobre a terra a fim de resgatar débito carmático, evoluir ou cumprir uma missão. Só a DEUS cabe decidir o destino de vossos corpos e de vossas almas. Ninguém sofre uma purgação sem que esteja resgatando débito carmático. É o mecanismo da lei divina: ação e reação, causa e efeito. Ao fim do tempo de expiação, cessa o sofrimento do penitente, seja nesta ou noutra encarnação. Assim sendo, não é bem visto aos olhos de DEUS, meu PAI, doar os órgãos porque não podeis doar o que não vos pertence, tampouco podeis decidir algo tão importante sem a anuência de DEUS, impondo à natureza um curso diferente do que lhe fora predestinado. Sem infringir a lei divina, é possível doar medula óssea e sangue porque a mãe natureza renova-os constantemente. Todavia, existe um sério problema com relação à doação dos órgãos não-renováveis. Quando alguém inscreve seu nome na lista dos doadores, embora impelido por nobres, altruístas sentimentos, comete o primeiro ilícito contra a lei divina ao passar por cima da natureza e do cumprimento da lei. Em seguida, automaticamente enquadra-se na mira dos que esperam na fila pela realização de um transplante, tornando-se vulnerável. Estes formam uma corrente energética negativa que fatalmente laçará a inconsequente vítima, arrastando-a em direção ao fenecimento. Uma vez que, na maioria dos casos, só é possível tirar órgãos de pessoas que desencarnam em acidentes, então o fato de ser doador significa candidatar-se a desencarnar acidentado, enfim, a ser acometido por uma morte precoce. É o óbvio: inevitavelmente, os que necessitam de um órgão, ainda que no plano inconsciente, estão no mínimo desejando, e às vezes até vibrando, concentrados, para que alguém desencarne, como numa torcida de futebol. Qual pensamento está a maior parte do tempo presente na cabeça de quem carece receber um órgão senão obtê-lo? E para que o desejo se realize, é ou não necessário que alguém seja vítima da fatalidade, ou seja, sofra um acidente? Sinceramente, sinto-me compadecido e solidário com estas pessoas, olho-as com amor e piedade. Rogo a meu PAI, SENHOR e DEUS que seja misericordioso e mitigue, abrevie seu sofrimento. Esquivando-me da hipocrisia, das meias verdades, calcando os pés na realidade, sou forçado a reconhecer que é dessa forma que acontece. Todavia, considerando que milhares de pacientes aguardam nas filas na esperança de sobreviver, a única solução para que ninguém assuma o carma de outrem seria a implantação de uma lei determinando que todos os cidadãos, sem exceção, automaticamente tornam-se doadores uma vez constatada a morte clínica, independente de posição social ou religião. Só assim se evitaria essa pressão espiritual sobre os atuais doadores. Acaso já não ouvistes parentes de doadores dizendo: ‘Como pode! Justamente ontem ela foi inscrever-se na lista de doadores e hoje sofreu um acidente!’? Perante a lei de DEUS, tanto é pecado desejar o órgão de alguém como também é pecado assumir o lugar de DEUS ao expor um órgão à doação, em incentivo ao pecado anterior, que consiste na violação do décimo mandamento (‘Não desejarás as coisas alheias’ – Êxodo c.20 v.3 a 17). A bem da verdade, todo o problema reside no desconhecimento, na ignorância dos seres humanos em relação à lei divina. Pensam em prolongar a vida por temerem a morte, e temem a morte por ignorarem que a morte não existe; é apenas uma etapa da vida. Eu mesmo já disse há dois mil anos: ‘Aquele que crê em mim não morrerá jamais’ (João c.8 v.51), pois aos que creem em mim ensino a lei, que porta em seu bojo o item reencarnação. Todos apenas desencarnam e depois reencarnam, ou seja, fenecem e renascem, até cumprir o ciclo de evolução. Ao contrário, se lhes fosse ensinado o mecanismo da perfeita e eterna lei de DEUS, jamais teriam medo de morrer nem se sentiriam impelidos a adiar o passamento de outrem. Confiariam em DEUS, deixando-O decidir o destino de todos. Eu voltei à Terra justamente para reconduzir meus filhos ao caminho da luz, ensinando-lhes a viver dentro da eterna lei divina (João c.16 v.7 a 16)”.

2) O que o Senhor diz a respeito da eutanásia?

INRI CRISTO: “Eutanásia significa, de acordo com o dicionário, morte sem sofrimento ou mitigar o sofrimento de outrem através da morte. Como já disse diversas vezes, convém mais uma vez salientar que a morte não existe. Todos apenas desencarnam e depois reencarnam no tempo determinado pelo carma de cada indivíduo. Sendo assim, há basicamente duas formas de se praticar a eutanásia, cada qual acarretando uma consequência diversa ao agente: 1ª) interromper a vida usando de um método que antecipe o fenecimento do penitente, contrariando o curso natural de sua existência (a exemplo da injeção letal, entre outros), ou, 2ª) deixar a natureza seguir seu curso, interrompendo o método artificial de prolongamento da vida, sem cuja aplicação não se poderia mantê-la (são os casos em que, face à improbabilidade de regeneração do indivíduo, tenta-se prolongar seu sofrimento – e não sua vida – tendo em vista tão somente lucros ilícitos, como foi o caso da genitora do ex-presidente Fernando Collor, que permaneceu cerca de um ano em estado vegetativo dependendo de máquinas). Na primeira situação, perante a lei divina é pecado praticar a eutanásia, porque a ninguém, senão a DEUS, é lícito propiciar o passamento de alguém. Quem assim procede assume o débito carmático do enfermo. Já na segunda situação, inexistindo condições de uma pessoa sobreviver por conta própria, o pecado está em mantê-la viva por longo tempo utilizando-se de aparelhos; é a ciência extrapolando a vontade divina. Deve-se, isto sim, interromper a máquina, deixando que a vida siga seu curso natural. Pecado maior é manter uma pessoa em estado vegetativo através de métodos artificiais ao invés de deixá-la continuar seu destino, só porque suas abastadas condições pecuniárias assim o permitem. A medicina veio do ALTÍSSIMO sim (‘Toda medicina vem de DEUS’ – Eclesiástico c.38, constante na Bíblia católica, não confundir com Eclesiastes), facultando aos seres humanos usufruir de seus benefícios a fim de melhor viver na Terra. Não obstante, deve-se levar em conta que os médicos também são seres humanos falíveis, sujeitos ao erro. O fato de exercer esta profissão não lhes dá o direito de manter um ser vivo artificialmente, tampouco indica que todas as suas conclusões devam ser acatadas. Recomendo a todos os meus filhos que, ante qualquer impasse do destino, invoquem meu PAI, SENHOR e DEUS, pedindo-Lhe em orações que inspire os médicos em suas atitudes a fim de serem bem-sucedidos e terem aprovação do alto”.

3) Como proceder em relação aos animais?

INRI CRISTO: “No caso dos animais, face à impossibilidade de haver regeneração, sacrificá-los a fim de mitigar seu sofrimento não é pecado, uma vez que, diferente dos seres humanos, eles não pecam, logo não transferem débito carmático ao executor. Porém, é pecado fazê-los sofrer porque também são criaturas animadas pelo sopro divino”.

4) Como o Senhor vê a clonagem humana e mesmo a de animais?

INRI CRISTO: “A clonagem é um dos sinais do fim dos tempos; uma aberração científica contra a natureza. É o homem querendo passar-se por DEUS. A vida não está na carne e sim no espírito. É o espírito que vivifica a matéria. Logo, um clone jamais poderia ser a perpetuação de seu precursor por ser dotado de um espírito diferente. Os seres humanos estão virando as costas para DEUS e tentando assumir Seu lugar, estão brincando de DEUS. Por esta razão, na hora certa, receberão o desprezo divino. Agem em contraposição à lei divina por ignorarem que a morte não existe. Mais uma vez a origem do erro está na ignorância acerca das coisas de DEUS”.

5) Qual é a causa do câncer?

INRI CRISTO: “O câncer é a doença da desesperança, o suicídio da alma. Ocorre quando o indivíduo perde a esperança, a confiança em DEUS, enfim, perde a vontade de viver ao sofrer um violento baque, uma derrota social, emocional ou espiritual, um infortúnio em seus planos de vida, enfim, ao ver se exaurir a possibilidade de realizar seus anseios. Nestas circunstâncias aciona mentalmente o mecanismo que desencadeará a doença”.

6) Há um meio de curá-lo sem intervenção medicinal?

INRI CRISTO: “O único antídoto gratuito infalível para o câncer consiste em cumprir fielmente o primeiro mandamento (‘Tu adorarás a DEUS só e o amarás antes de tudo’ – Êxodo c.20 v.3 a 6) e confiar nEle plenamente, como eu já ensinei antes de ser crucificado: ‘Amarás o SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com todas as tuas forças’ (Mateus c.22 v.37). Enquanto são desperdiçadas enormes somas de dinheiro em busca de um antídoto, as pessoas desinformadas são impossibilitadas, impedidas de enxergar que a cura depende de si mesmas”.

7) O que o Senhor tem a dizer sobre o suicídio? É lícito perante os olhos de DEUS?

INRI CRISTO: “O indivíduo que comete suicídio, dando fim à sua própria vida e antecipando por conta própria o passamento, comete o ato mais condenável em desacato à autoridade do CRIADOR Supremo. Qualquer problema que o leve a tomar tão extrema atitude é insignificante e injustificável face ao monstruoso dano causado a si mesmo ao perpetrar tão repudiável ato. Na realidade, o problema que eventualmente se lhe apresentou tinha no fundo o intuito de favorecer sua evolução, jamais o de prejudicar. Certamente, teria sido uma daquelas provas, exames de grau evolutivo a que a lei divina periodicamente submete os seres humanos a fim de conhecer e testar sua maturidade. Se, ao contrário, ao invés de desesperar-se e apelar ao suicídio, recorresse ao PAI celeste e em humilde colóquio suplicasse auxílio para seu difícil transe, DEUS, bondoso e misericordioso, lhe enviaria os anjos, espíritos de luz com a missão de auxiliá-lo a transitar triunfante na difícil prova”.

8) Qual o destino reservado aos suicidas?

INRI CRISTO: “Na hora do desespero, os suicidas se esquecem de confiar em DEUS e são impedidos de vislumbrar o terrível castigo a eles reservado no plano espiritual, castigo muito mais penoso do que sobrepujar qualquer situação difícil na Terra. Em sua ignorância, creem poder escapar covardemente deste mundo e dos problemas para uma vida melhor, mas na verdade a vida que os espera no outro mundo é ainda pior. Lá, estão condenados a repetir, de novo e de novo, o angustioso ato do suicídio e experimentar novamente as mesmas dores, a mesma amargura e a terrível agonia do passamento. Ademais, têm que sofrer os lamentos dos parentes e suportar as maldições dos prejudicados com sua covarde fuga. Este suplício perdura no outro mundo até o dia em que o suicida desencarnaria naturalmente. Em seguida, reencarnam em condições muito penosas. Por haverem menosprezado o corpo físico ao ponto de mutilá-lo deliberadamente, reencarnam em corpos semelhantes e até portadores de outros defeitos físicos: coxos, cegos, mudos, surdos, paralíticos, sem pernas, sem braços, dementes, etc… tendo que arrastar suas tristes vidas como idiotas, loucos ou mendigos. São rebaixados até o último grau evolutivo e têm que escalar de novo a enorme montanha até chegarem à altura em que se suicidaram. Todo este mal flagela os suicidas por haverem usado perigosamente o imenso poder do pensamento em sua tendência negativa destruidora, pois olvidaram-se do CRIADOR nos momentos em que se lhes apresentaram os reveses da vida”.

9) Que orientação o Senhor tem a dar aos que pensam ou já pensaram em suicidar-se?

INRI CRISTO: “Em verdade vos digo, meus filhos: é o pensamento negativo cultivado durante muito tempo que arrasta os seres humanos precipitadamente ao suicídio. Se concederdes albergue em vossa mente a pensamentos suicidas, estes, pouco a pouco, se apossarão de vossa consciência a tal ponto que o mortal inimigo interno será mais forte do que vossa resistência e vontade de viver e, em qualquer crise nervosa, implacavelmente este inimigo, tenebroso espírito das trevas, vos arrastará ao suicídio. Que seja vosso pensamento sempre otimista, construtivo, voltado para a nobreza da alma, para as virtudes, para o bem. Traduzi vossos pensamentos em palavras, atos e obras edificantes a fim de que sejais dignos de serdes chamados filhos de DEUS. É a lei da vida, a lei de DEUS: o ser humano torna-se sempre num resumo de seus pensamentos. Se pensardes em virtudes, sereis virtuosos; se pensardes em pecados, vos tornareis pecadores. O indivíduo que se deixa invadir por pensamentos e ideias negativas sem rebater transforma-se, gradativamente, num depósito de negatividade, ou seja, numa catacumba, residência de espíritos negativos de baixas esferas. Toda vez que estiverdes com pensamentos negativos, rebatei com uma mensagem positiva, posto que todo e qualquer pensamento negativo provém do maligno. Agindo assim, o lado positivo sobrepujará o negativo e atraireis para junto de vós os espíritos de luz. Estes vos ajudarão tornando-vos cada vez mais fortalecidos a fim de serdes vitoriosos em vossa ascensão espiritual rumo à união com o PAI”.

10) O Senhor já ajudou alguém prestes a se suicidar?

INRI CRISTO: “Diretamente já orientei várias pessoas que, num momento de desespero, queriam dar fim à própria vida, fazendo-as desistir do intento. E também à distância muitos já reencontraram a serenidade de espírito. O caso que mais chamou-me atenção foi de uma mulher, M.R.T., a quem conheço há muitos anos e mora numa cidade a muitos quilômetros da sede da SOUST em Curitiba. Ela já havia até comprado a corda para se enforcar e na última hora resolveu telefonar a um amigo, dizendo-lhe que estava prestes a suicidar-se. Inspirado, ele a aconselhou-a a não precipitar-se; antes deveria trancar-se na sala de sua casa e escolher uma música para ouvir. Ao adentrar o recinto, ela deparou-se com o CD contendo minha mensagem aos que necessitam de conforto espiritual. Mais tarde ela veio visitar-me e contou com muita alegria que, após ouvir o CD, encontrou forças para mudar de ideia. Outro caso foi de um mecânico que, desta feita, de tanto ódio queria matar seu semelhante. Segundo tive notícia, depois de escutar a mensagem sideral do CD também desistiu do nefasto intento. Mesmo quando não posso instruir e abençoar diretamente os desiludidos e desesperançados, se estes tiverem a oportunidade de escutar o CD ou ler o livro com os ensinamentos que ministro da parte de meu PAI, sentirão em seus interiores a proteção emanada dEle, o ALTÍSSIMO”.

11) Se o Senhor ensina que a lei de DEUS é ação e reação, “uma vida por uma vida”, quando um cidadão mata um bandido em legítima defesa, como isso está previsto na lei divina?

INRI CRISTO: “Deveras na lei de DEUS está previsto que uma vida deve ser paga com uma vida, não por vingança e sim por justiça divina. Mas quando um cidadão vê-se obrigado a ceifar a vida de um bandido para salvar a própria vida, neste caso não terá qualquer dívida carmática, pois a vida da potencial vítima é paga com a vida do agressor. Ou seja: agressor assumirá a dívida de um suicida; qualquer pessoa que opta pela delinquência está de uma forma ou de outra procurando a própria morte. O bandido assumirá uma dívida como se tivesse cometido suicídio e o que se defendeu não terá qualquer dívida carmática, além de estar respaldado pela lei dos homens”.

12) Como o Senhor se posiciona quanto à aprovação da Lei de Biossegurança pelo Congresso Nacional, que prevê a utilização de células-tronco de embriões em pesquisas científicas para possibilitar o tratamento de certas doenças?

INRI CRISTO: “Considero sábia a atitude dos parlamentares que aprovaram esse projeto de lei. Minha assessoria enviou-lhes, em tempo hábil, uma mensagem a fim de que, estando ainda algum deles em cima do muro, facultasse o posicionamento ao lado da coerência e contribuísse para uma decisão que propiciará o bem a milhares de seres humanos. Todo e qualquer avanço científico que se manifesta para o bem da sociedade deve ser avaliado e posto em prática quando se faz mister”.

(A mensagem emitida por INRI CRISTO aos deputados federais no dia 02/03/2005 consiste nos seguintes termos: “Só os seres malvados, mal-intencionados, demagogos, mesquinhos, é que lutam contra o progresso da ciência quando ela está avançando, inspirada por DEUS, para melhorar as condições de vida na Terra. Se existe a esperança de recuperação de pacientes através do estudo de células-tronco de embriões, torna-se imprescindível que os deputados federais se conscientizem quanto à relevância da aprovação da Lei de Biossegurança. Impedir a votação dessa lei sob o argumento de que ‘não se pode pretender a cura de uma pessoa mediante a morte de uma outra’ consiste numa atitude absurdamente incoerente, irracional, própria de pensamentos retrógrados que invariavelmente caracterizam os preceitos da proscrita igreja romana (a meretriz do Apocalipse c.17), os mesmos preceitos ‘infalíveis’ que quase condenaram Galileu Galilei, entre outros, a arder nas fogueiras da famigerada ‘santa Inquisição’, cujas chamas assassinas ceifaram a vida de milhares de vítimas inocentes ‘em nome de DEUS’… Não obstante, eu vos digo, em verdade: já que a medicina provém do ALTÍSSIMO (Eclesiástico c.38), deve-se, sim, propiciar a cura de um e de quantos seres humanos venham a necessitar através dos métodos científicos conquanto não se caracterize o prejuízo de outrem. É fundamental salientar que, aos olhos de DEUS e da lei divina, enquanto um feto não é autossuficiente, não sobrevive independente da gestante, não representa uma vida, posto que o espírito só é acoplado quando o nascituro aspira o primeiro hausto de ar vivificante. Criança, como bem diz o termo, é alguém passível de ser criado, ou seja, que sobrevive desvinculado do corpo da gestante. Se um embrião é considerado uma forma de vida tão completa quanto a de um ser humano adulto, então o mesmo princípio pode ser aplicado ao espermatozoide e ao óvulo que formaram o embrião. Sob esta ótica, estes seriam uma vida tanto quanto o embrião, pois sem a participação de uma dessas partículas não seria possível o natural desenvolvimento embrionário. E eu vos questiono: se os ditos religiosos sentem-se tão preocupados com a conservação de embriões congelados, por que não preocupar-se também com as descomunais porções de espermatozoides eliminados todos os dias, inclusive nos bastidores dos seminários? Por que não se opõem também à inseminação artificial, que pressupõe o fracasso de inúmeras tentativas, e, portanto, a morte de inúmeras “vidas” de embriões? Por que não se preocupam primeiramente com as questões que concernem ao declínio da própria igreja? É custoso acreditar que o motivo esteja na proporção da conta bancária dos beneficiados, pois só as mulheres socialmente privilegiadas podem custear uma inseminação, ao passo que os benefícios propiciados pelas células-tronco se estenderiam a todas as classes sociais. Só quem vive confortavelmente no luxo de palácios construídos em nome da fé ousa manter a pressão sobre o Congresso Nacional contra o progresso da ciência. São homens que jamais se submeteriam a conhecer de perto o desespero, a angústia, as dores das mães em ver o sofrimento de seus descendentes, e que almejam privar o brilho da esperança nos olhos de milhares de cidadãos. Desrespeito à vida é lutar contra a vida. Rogo a meu PAI, SENHOR e DEUS que inspire e ilumine os parlamentares a fim de que contribuam com a aprovação do projeto de Lei de Biossegurança, em defesa do direito de toda a população brasileira de ter acesso aos avanços da ciência para o tratamento de doenças”).

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